Migração para o Mercado Livre de Energia: passo a passo, prazos e contrato
Da análise da conta à primeira fatura: quanto tempo leva, o que a empresa precisa fazer, preço garantido x desconto garantido, prazo de contrato e varejista.
Por Thiago Santos · Licenciado Autorizado iGreen Energy (ID 174217)

Decidir migrar para o Mercado Livre de Energia é decidir com calma: é um contrato de anos, e a empresa precisa entender cada etapa. Aqui está o caminho completo, do primeiro contato à primeira conta com o preço novo.
Etapa 1: a análise de viabilidade
Tudo começa pela última fatura de energia da empresa (de preferência com o histórico de 12 meses que vem nela). Com ela é analisado o perfil de consumo da unidade: quanto consome, em que horários, qual a demanda e a modalidade.
Em seguida, é simulado o preço de energia negociado para esse perfil. Nada de estimar percentual de desconto antes da hora: a conta é feita com os números reais da sua empresa.
Etapa 2: a proposta
Você recebe uma proposta completa, com custos, prazos e condições contratuais, de forma transparente. É nela que aparecem:
- a economia estimada em relação ao que a empresa paga hoje;
- o tipo de contrato (preço garantido ou desconto garantido);
- o prazo do contrato;
- o que acontece em cada cenário.
Não existe taxa de adesão. Se não fizer sentido, a empresa simplesmente não segue.
Preço garantido ou desconto garantido?
São os dois formatos mais comuns:
- Preço garantido: o preço da energia fica congelado pelo período do contrato, por exemplo 5 anos. Se a energia subir no mercado, a empresa continua pagando o valor combinado. Bom para quem quer previsibilidade total.
- Desconto garantido: em vez de um preço fixo, a empresa tem um percentual de desconto garantido em relação à tarifa da distribuidora. O percentual é definido caso a caso, de acordo com a conta.
Qual é melhor depende do perfil de consumo e do apetite a risco da empresa. Na proposta, isso fica comparado lado a lado.
Prazo de contrato
Os contratos costumam ir de 1 a 10 anos. Prazos maiores normalmente conseguem condições melhores, porque o fornecedor garante a energia por mais tempo. É comum fechar entre 2 e 5 anos.
Varejista ou atacadista?
No Mercado Livre, a empresa precisa ser representada na CCEE, a câmara que registra os contratos e faz as contas do mercado.
- Varejista: uma comercializadora representa a empresa na CCEE e cuida de toda a burocracia. É o caminho mais simples e o mais comum para empresas de consumo menor.
- Atacadista: a própria empresa vira agente da CCEE e compra direto, em volumes maiores. Costuma valer para contas bem grandes.
Os especialistas indicam o formato que fica melhor para o bolso da empresa.
Etapa 3: a migração
Assinado o contrato, começa a migração, conduzida pela equipe especializada dentro das regras da ANEEL e da CCEE. Ela inclui:
- o aviso à distribuidora sobre a saída do mercado cativo;
- a adequação do sistema de medição, quando necessária (a distribuidora precisa conseguir ler o consumo a distância);
- o registro da empresa e do contrato na CCEE.
A migração leva em média de 4 a 8 meses. Nesse tempo, a empresa continua funcionando normalmente, sem obra e sem interrupção de energia.
Etapa 4: a primeira conta no livre
A partir da data de entrada, a empresa passa a receber:
- A fatura da distribuidora, só com o uso da rede (a TUSD e a demanda), os impostos e os encargos;
- A fatura da energia, com o preço negociado no contrato.
A economia aparece na soma das duas, comparada com o que a empresa pagaria no mercado cativo.
O que a empresa precisa fazer
Pouca coisa: mandar as faturas, avaliar a proposta, assinar o contrato e enviar os documentos que forem pedidos. O resto é com os especialistas, e você tem o acompanhamento de um licenciado autorizado durante todo o processo.
Fale comigo
Quer começar pela análise de viabilidade? Me manda a última fatura de energia da sua empresa pelo WhatsApp. É gratuita e sem compromisso.
Thiago Santos, Licenciado Autorizado iGreen Energy (ID 174217).

